Crescimento do e-commerce no Brasil: dados de 2025, projeção para 2026 e oportunidades para PMEs
E-commerce / Lojas Virtuais

Crescimento do e-commerce no Brasil: dados de 2025, projeção para 2026 e oportunidades para PMEs

O e-commerce brasileiro faturou R$ 235,5 bilhões em 2025 (+15,3%) e R$ 125 bilhões no 1º semestre de 2026, segundo a ABIACOM. Dados, fontes e oportunidades para PMEs.
Climba
Climba
14 min de leitura

Atualizado em 18 de outubro de 2026, com o fechamento de 2025 e o 1º semestre de 2026.

O crescimento do e-commerce no Brasil seguiu forte em 2025: o setor faturou R$ 235,5 bilhões, alta de 15,3% sobre 2024, segundo a ABIACOM, a antiga ABComm. No 1º semestre de 2026, foram R$ 125 bilhões, 24,37% acima do mesmo período de 2025, e a entidade projeta fechar o ano acima de R$ 260 bilhões.

Para o dono de uma PME, a questão é se a própria operação acompanha esse ritmo, ou se a fatia nova fica com os marketplaces e com quem já opera integrado. Este artigo reúne os números oficiais, explica por que as fontes divergem e mostra onde estão os gargalos e as oportunidades.

Quanto fatura o e-commerce brasileiro

Pelos números da ABIACOM (antiga ABComm), o e-commerce brasileiro passou de R$ 204,3 bilhões em 2024 para R$ 235,5 bilhões em 2025, com 438,9 milhões de pedidos e 94,2 milhões de compradores. A projeção feita em fevereiro de 2026 para este ano é de R$ 259,8 bilhões, alta de 10,3%.

Indicador 2024 2025 2026 (projeção de fev/2026)
Faturamento R$ 204,3 bi R$ 235,5 bi R$ 259,8 bi
Crescimento sobre o ano anterior 10,5% 15,3% 10,3%
Pedidos 414,9 milhões 438,9 milhões 460,87 milhões
Ticket médio R$ 492,40 R$ 536,60 R$ 562,15
Compradores 91,3 milhões 94,2 milhões 97,06 milhões

Fontes: painel de números do e-commerce brasileiro da ABIACOM (antiga ABComm), a fonte primária; ABComm, hoje ABIACOM, balanço de 2024 publicado pela Mercado&Consumo em 14/01/2025; ABIACOM, balanço de 2025 e projeção de 2026 publicados pela Giro News em 13/02/2026. Para 2024, o painel registra alta de 10,0%; o balanço divulgado à imprensa em janeiro de 2025 falava em 10,5%.

Um ponto de atenção para quem pesquisa: o valor de R$ 204,3 bilhões aparece em alguns sites como "previsão para 2025". É o faturamento fechado de 2024. Para 2025, a projeção feita pela ABComm, hoje ABIACOM, em janeiro de 2025 era de R$ 234,9 bilhões, e o resultado real ficou em R$ 235,5 bilhões.

O que já se sabe de 2026

O 1º semestre de 2026 fechou em R$ 125 bilhões, com 242 milhões de pedidos e ticket médio de R$ 517, segundo a ABIACOM (Giro News, 12/08/2026). O crescimento de 24,37% sobre o 1º semestre de 2025, que tinha somado R$ 100,5 bilhões, levou a entidade a falar em fechamento acima de R$ 260 bilhões. Em julho de 2026, a estimativa revisada da ABIACOM era de R$ 258,4 bilhões. Crescer junto com o mercado pede caixa, estoque e operação sob controle: veja como aproveitar a alta do e-commerce sem correr risco de fechar a loja virtual.

Quem compra online no Brasil

O perfil do comprador no painel da ABIACOM (antiga ABComm) mostra onde está a demanda: as mulheres são 60% dos compradores online, a classe C é 54% e as classes A e B são 32,5%, e a faixa de 35 a 54 anos reúne 57% dos compradores. O celular já passou o computador: 55,5% das compras são feitas em dispositivos móveis.

Região Participação no perfil de compradores
Sudeste 55,9%
Sul 16,6%
Nordeste 16,1%
Centro-Oeste 8%
Norte 3,4%

Fonte: perfil do consumidor no painel da ABIACOM, consultado em outubro de 2026. O painel mostra os mesmos percentuais de perfil para 2024 e 2025.

Para a PME, a leitura é direta. Com mais da metade das compras no celular, loja lenta no telefone e checkout com formulário longo perdem venda. E, com o Sudeste reunindo perto de 56% dos compradores, quem atende outras regiões precisa simular o frete para cada uma antes de definir preço e regra de frete grátis.

Por que os números do e-commerce variam entre as fontes

Os números variam porque cada instituto mede uma coisa diferente. A ABIACOM estima o faturamento do varejo online; a NielsenIQ Ebit mede o GMV, o valor bruto das vendas, com outra base; a FecomercioSP cruza dados próprios com os do MDIC e do IBGE. Comparar um número de uma fonte com o de outra leva a conclusões erradas.

  • NielsenIQ Ebit (Webshoppers 51): GMV de R$ 351,4 bilhões em 2024, alta de 19,1% sobre 2023, com 125,6 milhões de compradores ativos. O relatório coloca o e-commerce como o segundo maior canal do varejo brasileiro desde 2023 (PDF da NIQ, abril de 2025).
  • FecomercioSP (Radiografia do Comércio Eletrônico 2026): R$ 295,6 bilhões em 2025, alta de 20%, o equivalente a 6,5% do varejo físico (PDF da FecomercioSP, julho de 2026).
  • ABIACOM (antiga ABComm): R$ 235,5 bilhões em 2025, como na tabela acima.

As três fontes mostram alta de dois dígitos no último ano medido, de 15,3% a 20%, acima do varejo como um todo. Para planejar, escolha uma série e compare sempre dentro dela. A NIQ não tinha divulgado, até a data desta atualização, um número público de 2025; o de 2024 é o último disponível.

O crescimento do e-commerce em dez anos

A série da FecomercioSP é a mais longa entre as fontes públicas e mostra o formato do crescimento: um salto na pandemia, três anos abaixo de 10% e uma nova aceleração em 2025. No período, o faturamento passou de R$ 55,9 bilhões para R$ 295,6 bilhões, alta de 429%, e o e-commerce passou a equivaler a 6,5% do varejo físico.

Ano Faturamento (R$ bi) Variação sobre o ano anterior
201655,9-
201758,65%
201866,212,8%
201980,221,3%
2020145,981,8%
2021192,732,1%
2022209,98,9%
2023225,27,3%
2024247,39,8%
2025295,619,5%

Fonte: FecomercioSP, com dados do IBGE e do MDIC, Radiografia do Comércio Eletrônico 2026. O estudo arredonda a alta de 2025 para 20%.

Black Friday 2025 em números

A Black Friday continua sendo o maior pico de vendas concentrado em poucos dias. Entre quinta-feira, 27, e domingo, 30 de novembro de 2025, o e-commerce faturou R$ 10,19 bilhões, alta de 7,8% sobre 2024, com 21,5 milhões de pedidos, segundo a Confi Neotrust (Giro News, 02/12/2025).

Só a sexta-feira, 28, somou R$ 4,76 bilhões, alta de 11,2%, com 8,69 milhões de pedidos. O ticket médio caiu 12,8%, para R$ 553,60 (Exame, 30/11/2025): mais pedidos, de valor menor. Na pesquisa pós-Black Friday da NIQ Ebit sobre 2024, 65,1% das compras de novembro foram motivadas pelos descontos da data.

Para a PME, a leitura é dupla. A data traz volume, mas com pressão sobre o preço; quem entra só com desconto disputa margem com os grandes. Veja como estruturar a campanha em 10 estratégias para a Black Friday e como proteger a margem em promoções que vendem mais.

Tendências do e-commerce brasileiro para 2026

As tendências com mais dado por trás em 2026 são cinco: a venda e o atendimento pelo WhatsApp, o peso do frete na decisão de compra, a inteligência artificial na operação, a digitalização do B2B e a combinação de marketplace com canal próprio. Nenhuma é novidade; o que muda é a escala.

1. WhatsApp como canal de venda

No Super Panorama Mobile Time/Opinion Box de junho de 2026, 79,5% dos usuários de WhatsApp disseram ter conversado com marcas pelo aplicativo em 12 meses, e 57% deles para comprar. No Panorama de Pagamentos e Comércio Móvel de dezembro de 2025, 53% de quem compra pelo celular disse já ter feito encomendas pelo WhatsApp. O desafio é registrar essa venda na loja, com estoque e nota, em vez de anotar o pedido para digitar depois.

2. Frete decide a compra

Na pesquisa da Opinion Box com a Tray para a Black Friday de 2025, 48% dos consumidores disseram desistir da compra por causa do valor do frete, e 48% preferem frete grátis mesmo com prazo maior. Cotação com várias transportadoras e regra de frete grátis por valor mínimo deixaram de ser detalhe.

3. Inteligência artificial na operação

Os usos que já chegam à PME são práticos: cadastro e descrição de produto, busca que entende como o cliente escreve e triagem do atendimento. O limite está no atendimento: a mesma pesquisa da Mobile Time deu nota média 5,6, de 0 a 10, para o atendimento por chatbot. O tema está aprofundado em o que são chatbots e como podem ajudar a sua loja virtual.

4. B2B digital

Indústrias e distribuidoras que vendiam por representante, catálogo em PDF e WhatsApp estão levando o pedido de reposição para lojas B2B, com preço por cliente, pedido mínimo e integração com o ERP. O guia completo de e-commerce B2B explica como funciona.

5. Marketplace para aquisição, canal próprio para margem

Marketplaces continuam sendo porta de entrada para muitos compradores, mas cobram comissão por venda e ficam com o relacionamento. A estratégia que se consolida combina os dois: marketplace para alcance e loja própria para recompra, dados do cliente e margem. Quanto fica com cada canal está detalhado em problemas de vender em marketplace.

Os desafios que travam o crescimento das PMEs no e-commerce

O crescimento do mercado não chega igual para todos. As PMEs esbarram em quatro gargalos: operação manual entre sistemas, dependência de um único marketplace, falta de visão de custo e margem por canal e dificuldade de crescer sem aumentar o time na mesma proporção. Juntos, eles explicam por que crescer sem controle do negócio virou o maior risco de quem vende online.

Operação manual e desintegrada

Sem integração entre a loja e o ERP, alguém digita pedidos, atualiza estoque e emite nota à mão. Cada digitação é uma chance de erro, e o erro mais caro é vender o que não existe no estoque, que vira pedido cancelado. Veja como evitar em ruptura de estoque no e-commerce.

Dependência de marketplace

Quem vende só em marketplace fica exposto a mudança de comissão, de algoritmo ou a uma suspensão de conta. Sem um canal próprio ativo, não há para onde levar o cliente quando a regra muda.

Falta de visão de margem por canal

Faturamento crescendo não significa lucro crescendo. Sem saber quanto cada pedido custa em comissão, frete, mídia e taxa de pagamento em cada canal, a decisão de onde investir vira palpite.

Crescer sem contratar na mesma proporção

Numa operação manual, dobrar os pedidos pede dobrar o time. A escala vem da automação: nota emitida sozinha, estoque sincronizado, frete calculado por regra e pedido entrando no ERP sem digitação.

Oportunidades para PMEs no e-commerce

As oportunidades mais concretas para PMEs em 2026 estão em três frentes: trazer parte das vendas do marketplace para o canal próprio, digitalizar o B2B de quem ainda vende por representante e WhatsApp, e construir recompra em nichos com ticket acima da média, em que atendimento e reputação pesam mais do que o menor preço.

Canal próprio como alavanca de margem

Um exemplo hipotético ajuda a dimensionar. Uma loja vende R$ 500 mil por mês em marketplace, com comissão média de 15%. Se levar 30% desse volume para a loja própria, são R$ 150 mil por mês que deixam de pagar R$ 22,5 mil em comissão. Desse valor saem os custos do canal próprio, como plataforma, mídia e meio de pagamento, mas o cliente e os dados de compra passam a ser da loja.

B2B digital para indústria e distribuição

Empresas que recebem pedido por e-mail, WhatsApp e representante podem levar a reposição para uma loja B2B sem perder a relação comercial: o cliente compra sozinho o pedido de rotina, e o vendedor cuida da negociação.

Nichos de ticket alto e recompra

Em casa e decoração, equipamentos profissionais, peças técnicas e moda premium, a experiência de compra, a orientação e a reputação contam mais do que o preço. Esses segmentos sustentam melhor o investimento em canal próprio e em programas de recompra.

Como aproveitar o crescimento com estrutura própria

Para crescer com o mercado, a PME precisa de três estruturas: integração com o ERP, para tirar a digitação e a divergência de estoque; canal próprio ativo, para reduzir a dependência de marketplace; e dados de margem por canal, para saber onde cada real investido volta.

A Climba é uma plataforma brasileira de e-commerce para PMEs que vendem B2C, B2B ou nos dois modelos. Ela integra com mais de 50 ERPs em todos os planos, entre eles Bling, Omie, Tiny e TOTVS Protheus, e permite que o time mude a loja sem desenvolvedor. No Escalada e no Topo, com o Acelerador Marketplace, o ClimbaHUB centraliza Mercado Livre, Shopee, Amazon e Magalu no mesmo painel da loja.

O problema que ela ataca é conhecido: a venda cresce, mas o estoque diverge, o pedido é digitado à mão e a margem fica com o marketplace. Com loja, ERP e marketplaces lendo o mesmo estoque, o pedido entra no ERP sozinho. A Brafer, de materiais de construção, aumentou em 765,41% as vendas da loja virtual no 1º semestre de 2022 contra o de 2019, reduzindo a dependência do marketplace. A Casa da Mãe, de artigos religiosos, cresceu 97% em faturamento no 1º semestre de 2023 contra o de 2022, depois de migrar e integrar o estoque físico e o virtual, entre outras mudanças.

A Climba cobra mensalidade a partir de R$ 897, mais comissão sobre as vendas e um setup de implantação, conforme a página de planos. Para quem ainda está testando se vale a pena vender online, com poucos pedidos por mês, uma plataforma de entrada mais barata pode fazer mais sentido no começo. O perfil que mais aproveita é o da PME que já vende e sente que a operação não cresce sem aumentar o time.

Conclusão: o mercado cresce, a fatia depende da estrutura

O e-commerce brasileiro saiu de R$ 204,3 bilhões em 2024 para R$ 235,5 bilhões em 2025 e caminha para mais de R$ 260 bilhões em 2026, pelos números da ABIACOM. Esse crescimento não se distribui igualmente: quem opera integrado, com canal próprio e dados de margem, tende a ficar com uma fatia maior.

PMEs que ainda dependem de processos manuais, de um único canal ou de dados espalhados tendem a crescer menos do que poderiam. A correção passa por integração de sistemas, canal próprio ativo e visão de margem por pedido.

Perguntas frequentes sobre o crescimento do e-commerce no Brasil

Quanto faturou o e-commerce brasileiro em 2025?

O e-commerce brasileiro faturou R$ 235,5 bilhões em 2025, alta de 15,3% sobre 2024, segundo a ABIACOM, a antiga ABComm. Foram 438,9 milhões de pedidos, ticket médio de R$ 536,60 e 94,2 milhões de compradores. Outras fontes, como a NielsenIQ Ebit e a FecomercioSP, usam metodologias diferentes e chegam a valores maiores.

Qual a projeção do e-commerce para 2026?

Em fevereiro de 2026, a ABIACOM projetou R$ 259,8 bilhões para o ano, alta de 10,3%, com 460,87 milhões de pedidos e 97,06 milhões de compradores. Depois do 1º semestre, que somou R$ 125 bilhões, a entidade passou a falar em fechamento acima de R$ 260 bilhões.

Quanto o e-commerce faturou no 1º semestre de 2026?

Foram R$ 125 bilhões no 1º semestre de 2026, alta de 24,37% sobre os R$ 100,5 bilhões do mesmo período de 2025, com 242 milhões de pedidos e ticket médio de R$ 517, segundo a ABIACOM, em dados divulgados em agosto de 2026.

Quanto faturou o e-commerce brasileiro em 2024?

Pela ABComm, hoje ABIACOM, o e-commerce faturou R$ 204,3 bilhões em 2024, alta de cerca de 10%, com 414,9 milhões de pedidos e 91,3 milhões de compradores. Pela NielsenIQ Ebit, que mede o GMV com outra base, o valor foi de R$ 351,4 bilhões, alta de 19,1%.

Por que as fontes dão números diferentes para o e-commerce?

Porque medem coisas diferentes. A ABIACOM estima o faturamento do varejo online, a NielsenIQ Ebit mede o GMV com sua própria base de lojas e a FecomercioSP cruza dados próprios com os do MDIC e do IBGE. Para acompanhar o crescimento, use sempre a mesma série, sem misturar números de fontes diferentes.

Quais os principais desafios do e-commerce no Brasil para PMEs?

Os desafios mais comuns são a operação manual entre loja e ERP, que gera erro de estoque e pedido cancelado; a dependência de um único marketplace; a falta de visão de margem por canal; e o custo do frete, que pesa na decisão de compra. A saída passa por integração de sistemas, canal próprio ativo e regras de frete calculadas pela margem.

Quais são as tendências do e-commerce para 2026?

As tendências com mais dados são a venda e o atendimento pelo WhatsApp, o peso do frete na conversão, a inteligência artificial em cadastro, busca e triagem do atendimento, a digitalização das vendas B2B e a combinação de marketplace para alcance com loja própria para margem e recompra.

Vale a pena ter loja própria se os marketplaces dominam?

Para a maioria das PMEs, sim, junto com o marketplace. O marketplace traz alcance, mas cobra comissão e fica com o relacionamento. A loja própria guarda a margem, os dados e a recompra. A estratégia mais comum é usar o marketplace para aquisição e o canal próprio para fidelização.

Gostou do conteúdo?

Receba mais dicas de e-commerce, tendências e novidades direto no seu e-mail. Sem spam, apenas conteúdo relevante.

Climba

Publicado por

Climba